30 de abril de 2004

HOJE ESTÁ CHOVER MAIS DO QUE ONTEM
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MAKE ME SIC
Adorável a forma como estão a recrutar, via SIC, a futura miss Portugal: pega-se numa besta com má-língua, junta-se-lhe uma tonta quase tão loura como malcriada e ainda outra criatura de que nem me lembro. Em seguida manda-se entrar uma adolescente tontinha a quem passaram a vida a dizer que era linda, mesmo não o sendo, e aponta-se-lhe os defeitos todos. De forma tão grosseira quanto possível.
A miúda parte em lágrimas e a Sic rebola-se de riso.
Parabéns, Manuel Fonseca!
UNIVERSIDADE
Consta que o actual governo pretende "abrir" a universidade a novos docentes. Introduzir "reformas". Que as faculdades constituem universo fechado e, frequentemente, corporativista e amedrontado, já o sabíamos. Que existem milhares de professores sem qualquer preparação para orientar os alunos nos conhecimentos, também. Julguei, portanto, que a proposta consistiria em DAR FORMAÇÃO PEDAGÓGICA aos existentes; ensinar-lhes o que querem dizer palavrões como "dinâmicas de grupo", "motivação", "feedback positivo"...
Afinal, não: querem apenas meter "doutorados" exteriores ao "sistema". Estarão eventualmente a pensar nos nossos "estrangeirados" das áreas científicas. O que será positivo. Na pior das hipóteses estarão apenas a abrir lugares para os laranjinhas filhos do cavaquismo que chegaram dos States e não arranjam trabalho...
Em qualquer dos casos, ser professor é mais do que isso.

29 de abril de 2004

MARIA E AS OUTRAS
Poderia dizer que embora o argumento seja meu (a partir da ideia de Rita Bénis, uma estreante nesta andanças), não fui eu que escrevi os diálogos da net, que são uma zona mais fraca na totalidade da película. Ou que um filme é o fruto de um processo que inclui realização, produção, direcção de actores, escolha de casting, etc... longo e complicado. Mas ao ler as críticas que alguns jornalistas fazem ao filme, pergunto-me se o interesse, a emoção e o riso sincero das centenas de pessoas que enchiam ontem a sala foram delírio meu...?

Ou o que as pessoas sentem deixou de ter importância ou os nossos críticos de cinema terão de deixar de ter visionamentos logo de manhãzinha, de criarem opiniões conjuntas no bar e tentar perceber que há filmes que buscam a originalidade e outros que buscam a partilha. Este nunca quis ser mais do que um filme que buscasse esta última qualidade. E senti que a assistência gostou e se sentiu tocada e feliz por, POR UMA VEZ, não ter apanhado 2 horas de seca!
Reduzi-lo a pó, saltando por cima do que de bem feito ele tem, além de afastar os já receosos espectadores não trará, a meu ver, nada de positivo.
Chatice: lá se foi o Prémio da Crítica do bar Snob!
;) No hard feelings

ps: se forem ver, gostaria de ter aqui as vossas opiniões. Boas e más.

26 de abril de 2004

DESCER A AVENIDA
Enquanto descia (à velocidade que queria e sem me preocupar de quem eram as faixas onde me ia encostando) e ouvia os gritos de ordem do passado, percebi que havia mais pessoas a ver do que a participar. O que me pareceu, da parte das gerações mais novas, sinal de que o 25 de Abril era uma aula de história, para esquecer ao lado das de matemática ou de português. E das gerações mais velhas que se esqueceram que houve um tempo em que as pessoas não se limitaram a balir. Pediam, construíam e, de vez em quando, conseguiam.
FESTA COM MÚSICA
Um corrupio de gente. Música por todo lado. As idades confundidas.
De todos os concertos que vi, o melhor foi o menos espectacular de todos (no sentido de ter muitos instrumentistas ou não). Paulo Gaio Lima(violoncelo) e António Rosado, (piano) tocaram obras de Mendelssohn e Schumann. O violoncelista do Porto foi absolutamente sublime, sabendo calar-se quando o piano se elevava e partindo em seguida, vivaz, para uma interpretação rica. O contrário verificou-se menos. António Rosado martelou em força e com menos expressão. Mas pode ter sido apenas do repertório. De qualquer maneira, foi, para mim a melhor sessão.
Destaque ainda para a pianista Brigitte Engerer, a trazer ao de cima o melhor da obra de Clara Schumann.
Só por isto, já teria valido a pena. Mas houve ainda a visita (gratuita) às exposições temporárias e a alegria civilizada vivida entre tanta gente.
Para o ano lá estaremos, de novo :)
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23 de abril de 2004

PÁ... FOI TUDO TÃO INESPERADO...

Parece que o governo está um pouco embaraçado com o envolvimento de membros do psd e o escândalo do apito.
"Pareciam tão boas pessoas, tão amigos da família, e das casas (mesmo antes de serem construídas...)", não mencionando que estavam sempre prontos para falar com gente da bola....", terá dito o Secretário de Estado da Ingenuidade. Em telefonema para o rei da Madeira, terá mesmo comentado: "Alberto, eu sei que por aí não há corrupção nenhuma, mas vê lá se ouves alguma coisa de estranho, para isto não incendiar, sem nós darmos por isso". Este, pousando o charuto, terá respondido, irritado, que não estava a perceber nada, que essas filhadaputices só aconteciam com os cubanos e que lhe deixasse acabar o almoço com o administrador da multinacional hoteleira, desligando à bruta. Este gesto terá descansado o jovem laranja que foi a correr dar as boas notícias a um céptico D.Barroso.
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PARTY PARA PIANO E VIOLINO
Amanhã lá estarei, com os bilhetinhos na mão, à porta do Grande Auditório do CCB. A festa da música começa hoje e prolonga-se pelos próximos dois dias (julgo que em Viseu já houve concertos...).
Há 3 semanas atrás, quando me meti na fila das bilheteiras, já tinham sido vendidos mais de 30000 dos 50000 lugares disponíveis.
Uma grande multidão que perceberá pouco dos compositores que escutará, que nunca será levada a sério pelas nossas cabecinhas pensantes. Mas que estará lá, pelo prazer de ouvir uma grande orquestra a interpretar peças compostas há mais de 100 anos.
Crime de lesa-magestade, eu sei.

22 de abril de 2004

CIGANOS HI-TECH
Fui o último a saber: os ciganos e o seu comércio de pano no chão chegaram ao mundo do cinema. Ia eu a passar por uma rua de Lisboa quando olho para o que estavam a vender 3 ciganos. Estranhei serem dvs, mas julguei tratar-se de uma série de animações a imitar o Rei Leão ou coisa que o valesse. Caíram-me os olhos ao chão (o que sendo uma porcaria, ainda assim não é do pior que me aconteceu nesse dia) ao ver o ELEPHANT do Gus Van Sant, o épico gore do Mel Gibson e uma série de coisas que continuam a correr em sala, ou ainda não chegaram ao mercado de dvd.
Era a pirataria a 5 euros.
Não vou dizer se pactuei. Apenas que o som é fraquito e que aborrece um cadinho ver as cabeças dos estúpidos que SE LEVANTAM CEDO DE MAIS, ainda os créditos não tinham acabado de passar. Se tivesse comprado algum, também poderia dizer que as legendas (assinadas por um misterioso "Careca") em brasileiro, não são assim muito más.
Aparentemente, os frequentadores da feira do Relógio já estavam "carecas" de conhecer estas cópias piratas.
Uma mensagem de solidariedade para os accionistas dos grandes estúdios de Hollywood que vão receber uns milhões de dólares a menos nas vendas...
AINDA O MAJOR E CALO-ME JÁ

Agora a sério, acho mesmo que as coisas estão a mudar na Justiça portuguesa. Deve ser obra dessa mulher inteligentíssima que é a C. Cardona.
Bastaria ver as imagens obtidas pela SIC da primeira chegada ao local dos interrogatório do referido dirigente e dos seus muchachos para ver o que se pode esperar deste processo. O agente da PJ que o acompanhava do lado direito, ia-se desfazendo em sorrisos e dava-lhe palmadinhas no ombro, enquanto ele cumprimentava as multidões distantes e ia disbruindo, helàs, bacalhaus pelos agentes da psp que guardavam as instalações. Um destes últimos, de sorriso rasgado pela honra, não se coibiu de coçar os tomates diante de milhões de espectadores.
Foi um momento bonito e digno da ocasião...

21 de abril de 2004

CORRUPTO, MOI...?
Estou de novo indignado. Então agora desconfia-se do futebol? Que ele há negociatas com a arbitragem? Donos de clubes e de câmaras municipais? Não pode ser! E logo virem com nomes de gente que se vê logo que é de uma honestidade a toda a prova, como o Nosso Major?!
Oh, valha-me Deus... Qualquer dia ainda dizem que Nossa Senhora não apareceu aos pastorinhos e que foi tudo uma negociata da Madre Igreja...!
E com o Euro à porta... Ao menos que se fingisse que não se passava nada, que é uma coisa a que já estamos habituados...; que faz parte da maneira de estar do vulgar português...
Oh, valha-me o Altíssimo...!
SERGIO
Já perdi a conta aos discos (vinis, cds...) que comprei do Sérgio Godinho, desde a minha adolescência. Por razões andarilhas ou sentimentais vou perdendo os discos e sou forçado a comprar tudo de novo.
A compilação que saiu agora, dedicada ao período 1971-1986 é, para mim, a melhor que já saiu. Por um lado, pela selecção (estão lá todos os clássicos que nos enchem a nós e que devem deixar o cantor chateado por ter de os cantar e re-cantar,lol). Por outro, a bela qualidade do som.
Poderá ser uma coisa geracional, mas o Sérgio é de facto o nosso Trovador. O que melhor cantou as pequenas coisas de que se fazem as vidas.
Eu, por mim, hei-de ser velhinho e ainda trautear com voz de chinelo "Hoje é o primeiro dia do resto da minha vida..."

19 de abril de 2004

A RUÍNA!

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Cometi o erro de entrar na Fnac para tomar café e folhear uns livros.
Saí de lá com os dvds AMARCORD, a MORTE EM VENEZA e um cd com uma compilação do Sérgio Godinho...
A minha carteira só se virava para trás para as letras F N A C gritando: "Maldita, Maldita".
Lol!

18 de abril de 2004

IO NO HO PAURA

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Apanhei um susto violento, ao ler o livro de Niccolò Ammanti . Agora voltei a assustar-me, ao ver o filme de Gabriele Salvatores (autor do belo "Mediterrâneo", em 1991). "Não tenho medo" é um filme poderoso. Poderoso para nós, pelo menos, mediterrânicos sem mar interior. Tal como "Respiro", que passou há uns tempos entre nós, também aqui, o interior italiano, com as suas searas, o calor intenso e os mistérios vulgares que transpiram dos corpos das pessoas falam connosco.
Se não fosse pela última cena, lamechas e desnecessária, diria estarmos perante um dos melhores filmes deste ano. Assim, repito apenas que é um filme a ver.
Antes, sugiro que visitem o maravilhoso site.
ps: para os mais desconfiados só adianto que a Katleen Gomes detestou... Para bom entendedor...

OPEN 2
Uma das características deste torneio é levar-nos sempre à interrogação se não haverá uma fábrica de clones perto do Jamor. É que 90% dos espectadores são Betos, Tiazorras e meninas de cabelinho louro, cigarro e malinha-de-sabe-deus na mãozinha tratada. Sob esse ponto de vista, é horrível. Uma espécie de sonho Santanal (ou pesadelo Louçãnal, conforme o ponto de vista...).

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A Tabaqueira também esteve de parabéns. Não só os meninos da organização permitiam que se fumasse dentro das "navettes" apertadas que faziam o percurso até às bilheteiras, como eles próprios davam o exemplo, fumando sentados nas bancadas. Alguns dos mais velhos fumavam charuto, o que era óptimo para os não-fumadores que estavam sentados ao lado, atrás e à frente. Parabéns à organização por esta prova de tolerância.
OPEN 1
Contra todas as expectativas (as minhas, pelo menos) o argentino Chela (o "Chelas" na gritaria do público mais entusiasta), ganhou a um dos primeiros jogadores do ranking mundial, o russo Safin (levou quase duas horas e meia, é certo...). Este último, apesar de melhorar na fase final da partida, falhou bolas que... até EU acertaria... Enfim.
Foram 30 euros que se dão uma vez por ano...

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14 de abril de 2004

AINDA RESTA O CÉU

A blogosfera anda deprimida. Vai desistindo de dizer. Restam os resistentes e as formiguinhas artísticas, os jovens artistas de circo que não percebem por que não hão-de logo fazer dois ou três blogues de uma vez, já que isto não custa nada.
Está como o resto de Portugal, os que pensam custam a encontrar coisas boas para dizer, tal a confusão gerada pelo reino da estupidez, do oportunismo e do endividamento (que já vem lá muito de trás, mas isso é conversa para outro dia).
Os que não pensam, bebem shots, fazem praxes a caloiros enquanto chumbam ou entram para a RTP e apresentam os programas da tarde ou da manhã.
Tudo isto me parece ser verdade. Mas gostaria de partilhar um segredo de praia... Mesmo quando se está enrolado pela onda, nas marés vivas, se tivermos calma e confiança em nós acabaremos por ir dar à praia e respirar de novo. E mais, se por acaso olhássemos para cima, através da água revolta, tenho quase a certeza de que conseguiríamos divisar o céu...
Até à praia, companheiros ;)

13 de abril de 2004

O MEU PAÍS
Juro que julgava que já tivesse desaparecido. Mas não, o pipiblogue ainda lá está. Hoje o tema era muito diferente, passo a citar um breve excerto: "Ontem, caí no erro de esbodegar tranca saloia virado para um espelho. Erro porque, a berlaitadas tantas, em vez de olhar para as minhas caretas, vislumbrei a minha parceira.". O que parecia ser um exercício de escrita vernácula afinal não passa mesmo de uma patologia. Doença aliás bastamente acompanhada, já que, só no post acima citado, se podiam ler 1733 comentários.
Julgava que já tinha desaparecido. Parece que não..... pathetic.jpg..... E que o Fernando Rocha ainda anda por aí. E que o Nélio continua a fazer de Herman aos domingos à noite.
Arreai hoje de novo, o esplendor de Portugal...
LIVRO DE CABECEIRA
No meio da minha fúria oitocentista (leia-se, investigar o século XIX para tentar perceber o que diabo está a acontecer ao Portugal do início do XXI) tenho à cabeceira da cama, as cartas de Isabel, Condessa de Rio Maior, aos filhos, reunida e devidamente apresentada por Maria Filomena Mónica. Todas as noites mergulho nas (múltiplas) preocupações da senhora. Que, por sinal, vão desde os exames que o filho tem de fazer na Universidade de Coimbra, às pastilhas para a tosse e à forma como se conduzem os políticos que não passam para a maioria de nós de nomes de ruas e liceus. Observar de perto o universo desta mulher que sabia mais do que a maioria dos que rodeavam e que só levanta os pés da terra nos seus exageros de progenitora, ajudam-me a reconstituir o puzzle.
BEM-HAJA A LUCIDEZ!
Só agora me chegou (via e-mail) o artigo publicado pelo meu amigo Pedro Mexia, na Grande Reportagem de 6 de Abril. Debruçou-se sobre o Curso de Direito. E, como é seu hábito, disse com as letras todas o que todos os letrados dizem à boca pequena.

" Pois bem: trata-se da mais inconcebível, árida, macilenta e desprezível
das criações humanas. Reparem que nem sequer me
refiro ao Direito propriamente dito: sobre essa
matéria a conivência dos juristas com tiranias sortidas e as obras completas do Kafka chegam e sobram. Quero agora evocar apenas o curso, aqules
cinco penosos anos de colónia penal. Convém aliás explicar que o curso de Direito tem cinco anos não por exigências curriculares mas como forma de homenagem aos planos quinquenais soviéticos. A lógica de opressão, de dirigismo e de extermínio é
a mesmíssima. Não vou agora aqui sumariar a minha experiência estudantil, a qual, aliás, foi aprazível a princípio e se tornou depois indiferente. Mas recordo-me bem do momento de viragem. Em pleno terceiro ano, o meu descontentamento veio ao de cima violentamente, como um almoço mal digerido. Estava
numa aula de Direitos Reais. Estava aborrecido. Estava com sono. Escrevinhava coisas num caderno. E em cima do estrado, o monocórdico mestre dissertava
sobre a «servidão de estilicídio»..." et caetera et caetera

Não fosse isto um país de idiotas, em que os governantes andam tão preocupados em usar as mesmas peúgas que os seus antecessores e em não modificar nada que possa fazer perder as próximas eleições e abordagens simples e directas como esta teriam consequências.
Assim... é o que é.

11 de abril de 2004

RFM
Na rádio, um locutor atira com um momento de reflexão. Fala da amizade que o Papa lhe foi despertando, ao longo destes anos. Que não o conhece, nem tem esperanças de vir a privar. Mas que tem ali um amigo para o que der e vier.
Santa paciência...
DOMINGO DE PÁSCOA
Hoje sacrificaram-se cordeiros. Nas mesas.
Uns sentados, a aturar blá-blá-blás.
Outros cortados em postas, flutuando, mortos entre pedaços de batatas.

9 de abril de 2004

sevilha

Assusta, Sevilha, na semana santa. As ruas tresandam a ervas queimadas e as casas abrem as portas para nos mostrarem que os seus pátios estão decorados com imagens de cristos flagelados. Pelas ruas milhares de homens e mulheres escondem quem são debaixo de longos capuzes kukluxianos. Roxos como uma coisa inelutável. Crianças vestidas de micro-acólitos, o cabelo delicadamente lambido pelo cuspo das mães de cabelo apertado são levadas pela mão entre os milhões de pernas e o ferro fundido dos artefactos.

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NÓS

O Parque das Nações, no seu período pós-Expo98 é, para mim, um símbolo claro do Portugal "Moderno". Tem magníficos edifícios misturados com mamarrachos sem talento. Mas onde se nota mais é nas edificações dos espaços públicos, os passadiços de madeira, os bancos e por aí fora: bem desenhados, símbolos de um país sonhado... mas em degradação rápida. Não houve manutenção, as madeiras apodrecem por falta de verniz e cuidados. Não nos livramos da nossa sina de descobridores que nunca manterão a coisa encontrada.

3 de abril de 2004

SERVIÇO PÚBLICO

O suplemento humorístico do Público, "Inimigo P." está cada vez melhor. As notícias inventadas constituem, frequentemente, tiros mais certeiros do que as notícias que o "corpo principal" se atreve a tocar. Entre várias, esta semana, destaco a que relata a vontade do presidente da C. de Lisboa em resolver o diferento que obrigou Eça de Queirós a ir viver para uma ilha das Canárias por causa de um secretário de estado do Psd. O melhor parágrafo é o que refere a forma como M.Filomena Mónica teria recebido os pedidos de informação de S.Lopes a propósito da actual vida do escritor de Os Maias: "O quê?! Mas o senhor presidente está a falar de quê?".
Lol!

1 de abril de 2004

GREVE ANUAL
Amanhã não há posts.
2 de Abril é dia de reflexão ;)

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REVISÃO
Quando as pessoas pegam num livro, limpinho de gralhas e confusões, não fazem ideia do trabalho que está por detrás. E ainda bem. Eu próprio tenho tendência a esquecer-me. Mas sou sempre lembrado cada vez que publico algo. Horas e horas depois de andar às voltas com a nova edição da "Materna Doçura", já pergunto a mim mesmo, por que raio não aceitei um trabalho na Docapesca, ou assim... (suspiro).